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2 de abr. de 2016

Páscoa e Oficina de Oração

Nossa, quanto tempo!
E hoje eu vim falar de uma coisa muito massa: a Páscoa!

Neste ano de 2016 muitas coisas boas aconteceram aqui em casa, e aos poucos, a família caminha para o Senhor.
Pela primeira vez em mais de 20 anos conseguir participar do Tríduo Pascal, e dois dos dias com toda a família! Glórias a Deus!

Hoje passeando por um blog tradcionalista, descobri um livrinho que falava sobre "escrúpulos" e o mal que o excesso de escrúpulos nos faz. Eu me identifiquei muito, com muita coisa, e ao mesmo tempo foi um alento ao coração, um alívio muito grande sobre outras coisas.

Foi aqui que eu baixei o livro.

Tenho participado de uma oficina de oração na paróquia, e tem sido muito bom!



Por ter conhecido o movimento RCC antes de realmente me converter (nossa, há 20 anos ou mais), eu achava que nunca iria orar como se deve, entre outras coisas, por ficar me comparando ou achando que o ideal era o que acontecia dentro do grupo de oração. E não é assim, bate e pronto. Mesmo o pessoal de RCC levou tempo, lutou, e não desistiu também.

É providência divina, é luta também! Luta diária, trabalho e digo, é sacrifício.
Estou gostando muito e acho que já posso dizer que estou colhendo alguns frutos.

E aos poucos vamos, sem se atropelar, um passo de cada vez!

1 de out. de 2015

Li por aí... Todos os Caminhos Levam a Roma

Gente, é um livro que você começa e não quer parar! Um lindo testemunho de que o amor de Deus existe e age na vida de seus escolhidos. Um livro que nos leva a repensar tudo o que me ensinaram sobre a minha fé. E como a gente aprende com esse livro!
Vou reler, pois há muitos argumentos para usar quando alguém vem criticar a Igreja Católica.
Emocionante demais ler este livro, me arrancou algumas lágrimas também. Super recomendo!



Estou relendo grifando alguns itens que considerei importantes grifar.

26 de set. de 2015

Semana agitada!!!

Nossa! Minha semana foi super agitada no trabalho... gente, mal tive tempo de ficar a toa! kkkkk

Fora isso, consegui algo muito bom: acordei todos os dias 06h da manhã e rezei o terço com a TV, a maioria dos dias com a Canção Nova e um dia e outro com a TV Aparecida. Muito bom!

A semana, embora puxada, rendeu e estou muito agradecida a Deus por sua misericórdia comigo. Tive alguns momentos de introspecção e pude perceber muitos momentos que afetaram a minha vida e como no passar dos últimos anos eu deixei a indiferença, a raiva, a dor tomarem conta do meu coração e da minha vida. Eu realmente vivi um deserto nos últimos anos.

Como Deus é bom, com Ele nos mostra o caminho! Ontem na homilia da missa, o padre disse comparou a nossa vida a construção de uma casa. Se o alicerce for bom, a casa resistirá às intempéries; caso não, ameaça cair e ainda cair sobre a casa vizinha! Jesus Cristo é o alicerce! Já os mal, a raiva, a vingança entre outros sentimentos ruins não sustentam a casa construída sobre eles e esta vai ruir com o tempo.

Minha vida mudou muito este ano, e tudo graças ao batismo da minha caçulinha, que me relembrou o que estar em uma comunidade, me relembrou o Amor de Deus e de Nossa Senhora! O curso de batismo foi realmente um alerta: o que você está fazendo com sua vida? Onde está Deus na sua vida? Como você vai transmitir aos seus filhos o que você não pratica?

Bendito seja Deus! Louvado sejas, Senhor!

A caminhada ainda é longa, é grande, mas entrego nas mãos de Maria Santíssima meu caminhar, para que ela me mostre o que Seu Amado Filho Jesus quer que eu faça. Não sei ainda como fazer, não sei orar, tenho dúvidas em relação a "n" aspectos do catolicismo, medos... MAS também sei que Deus sabe o que é melhor para minha vida e para a vida da minha família. Tenho fé que Ele me mostrará por onde ir.

6 de set. de 2015

23º Domingo do Tempo Comum - Abre-te!

Deus usou a palavra para criar tudo o que existe.
A palavra tem o poder de construir, motivar, multiplicar e também o poder de destruir e magoar.

Com uma palavra - Efata! - Jesus tira a surdez e a mudez de um homem no templo. Que a gente também não seja surdo à realidade e principalmente não sejamos surdos à voz de Deus.

O nosso excelentíssimo Papa nos exortou a evitarmos a fofoca e mania do ser humano de falar de falar dos outros.

Resumindo, estes foram os tópicos da homilia deste domingo.

30 de ago. de 2015

O que sai do coração e um pouco da vida

Domingo... fim e ao mesmo tempo início de ciclo. Pois o domingo é o fim do final de semana e posso dizer, o fim da semana anterior. E ao mesmo tempo é o início de uma nova semana.

Graças a Deus, até que as semanas têm começado muito bem. Aos poucos tenho levado as crianças para a igreja e ao mesmo tempo me inserindo na comunidade. Sentia muita falta de participar e agora estou tendo uma boa oportunidade, mesmo que seja para acompanhar as crianças, de aos poucos fazer algo, participar. E como é bom!

Em casa, procurei brincar mais com as crianças, estar realmente com elas. Aos poucos espero reconquistá-las e  passar mais tempo com elas. Cansei de deixar a televisão como babá e de me sentir culpada por não brincar com eles.

E aos poucos Deus vai me mostrando o que fazer, como fazer...

Li por aí uma grande verdade: a sociedade atual não nos prepara para sermos mães e senhoras do lar. E quando a gente cai em si, é meio complicado fazer o caminho inverso. Mas a Deus nada é impossível! Sei que o meu tempo de retornar também chegará. Espero que logo, hehehe, basta eu confiar no Senhor Jesus!

As leituras de hoje na missa, nos falam que não adianta nada os rituais, o que é aparente na religião (os sinais de piedade), se não brotar do coração. Se forem mecânicos. Pois:
Fonte: Página do Facebook da Comunidade Católica Shalom

Então que a gente encha o coração de coisas boas, de bons pensamentos, de boas conversas, de bondade! Enfim, que o nosso coração se encha da palavra de Deus e do amor que só Jesus pode nos dar!

23 de ago. de 2015

21º Domingo do Tempo Comum: Só Tu Senhor tens palavras de vida eterna

Hoje em casa fizemos uma atividade sobre o Evangelho de hoje, vejam que bonitinhos!


Usei a atividade do blog Pãozinho do Céu (veja aqui). Lá eles tem muitas dicas e atividades e sempre que posso uso com as crianças! A Nena adora pintar, hehehe. O Beto já lê os textos e até entende um pouco algumas coisas.

E aos pouco vou tentando introduzir sobre Deus, a igreja para os pequenos. 
Sou católica apostólica romana, com orgulho! Apesar do tempo que fiquei longe, aos poucos tenho voltado para os braços do Pai!

Na homilia do padre hoje, uma das coisas que ele falou é certa: Deus nos dá liberdade para seguí-lo e nos faz o convite sempre. Mas a gente atende na hora em que estamos preparados realmente para dizer: "Sim, Senhor! Eis me aqui!".

E seja feita a Sua vontade, Senhor!

19 de ago. de 2015

Missa no meio da semana: benção de Deus!

Ontem eu tive uma bela experiência: fui à missa das 7h30 da manhã!
Foi muito bom!
Começar o dia recebendo Jesus! Alimento e força para todo o dia que veio!

Sobre a homilia: os "tesouros e riquezas" que acumulamos, são os nossos apegos ao mundo. Nosso orgulho, nossa mania de achar que por nossa força podemos fazer tudo. Não! Temos que confiar em Deus, Ele deve ser a nossa fonte de alegria! A nossa riqueza!
De nada adianta ter bens e não ajudar os irmãos. De nada adianta ter tudo e não ter paz. A paz que só Jesus pode dar.
E na primeira leitura, que Deus tem uma missão para nós e que nos prepara para ela. Que não precisamos ter medo de fazer a vontade de Deus.

Boa Semana!


17 de ago. de 2015

Domingo: dia da Assunção de Nossa Senhora aos Céus e de festa na família

Domingo foi um dia muito importante para a Igreja de Cristo, o dia em que se comemora a Assunção de Nossa Senhora aos céus.
A homilia do padre destacou que Deus em sua infinita bondade e fé na humanidade, tomou para si Maria, o melhor ser humano que já existiu, pois não teve medo de dizer "sim" a Deus. Não colocou a sua vida, os seus sonhos e as suas vontades acima dos planos do Pai.
Maria, a Arca da Nova Aliança, que carregou Jesus, nossa Salvação, em seu ventre e o acompanhou por toda a sua vida.
Que possamos nos assemelhar à Mãe de Deus e nossa, e procurar sempre fazer a vontade do Pai. Permitir que Deus faça em nós conforme Sua vontade e não conforme a nossa vontade.

E para mim foi importante também, pois enfrentei a preguiça e fui à missa das 7h da manhã. Me senti vitoriosa sobre a minha vontade! Com a ajuda de Nossa Senhora e de Nosso Senhor Jesus, não perdi a hora.
Nesta semana fui alimentando uma grande determinação de não perder a missa, fosse o horário que fosse! Afinal, teríamos uma bonita festa de aniversário para a minha filhota. Três anos de muita alegria e vida!

E tínhamos que comemorar. E eu precisava ir à missa, pois a Eucaristia fortalece-me durante a semana. É meu alimento e não posso me permitir ficar sem Ele.

Já dizia a música: "Buscai primeiro o Reino de Deus / E a sua justiça / E tudo o mais vos será acrescentado (...)". E graças a Deus, o dia correu muito bem, tudo deu certo!

Amém, amém!



8 de ago. de 2015

sobre esta semana...

fonte: Facebook, página Prudente Católica
Bom, a imagem já diz muito o que mais foi significativo para mim nesta semana: depois de longo tempo, fui me confessar. E como foi bom!
Me sinto mais firme pois sei que a graça de Deus me foi dada!

Estou muito contente, me sentindo renovada, e com fé de seguir em frente, com Jesus e Maria me acompanhando!

Sou feliz por ser católica!

Domingo passado fui à missa com as crianças e aos poucos estamos encontrando caminhos para uma rotina de oração em casa.  E vamos seguindo!

Bom domingo e boa semana a todos!

19 de jul. de 2015

16º Domingo do Tempo Comum - O bom pastor

Hoje o Evangelho de Marcos 6,30-34 nos traz Jesus que ao dar descanso aos seus discípulos, encontra uma multidão e se compadece dessa multidão, olha-os com compaixão e lhes ensina muitas coisas.
Sim, fomos à missa (a família toda, hehe)!

Por um milagre rezamos o terço eu e o Beto com a Rede Aparecida, perto das 17h. Adorei! Muito bom! E padre que fez a oração do terço falou, muito providencialmente, que descansamos em Deus ao fazer a oração do terço. E foi o que fiz e como me senti, descansada.
Sim, muitas vezes estamos cansados, mas é melhor descansar nos braços de Jesus, em nosso recolhimento e nos momentos de oração.

Uma das coisas na homilia da missa, que me chamou a atenção foi quando o padre ao referir-se à primeira leitura de Jeremias 23,1-6 lembrou que nós família, principalmente pai e mãe, somos pastores também, e temos responsabilidades sobre o nosso "rebanho doméstico" (por assim dizer) e precisamos nos esforçar para sermos bons pastores, caminhar com nossos filhos e guiá-los na fé.

Outra coisa falada foi: não distribuir a nossa cruz aos outros. E hoje eu percebi que tenho feito muito isso com meu pobre esposo. Por me sentir frustrada por não dar conta de fazer tudo o que eu queria, acordar no horário que eu gostaria, entre outras coisas que preciso fazer. Sim, coisas que preciso fazer, e que não posso delegar a ninguém mais...

Bom, isso é assunto para outro conversa... se é que ela precisa ser pública...

Que Jesus, o bom pastor tenha piedade de mim, e que me auxilie nesta jornada. Amém!

18 de jul. de 2015

Pensamentos, andanças e desejos... o que tenho visto por aí na Internet

Olá!

Alguns assuntos na internet têm me chamado muito a atenção nos últimos dias:

- homeschooling ou educação domiciliar: vários blogs, muitas notícias me chamaram a atenção, e busquei saber do que se trata, como funciona. Fiquei encantada com muitas idéias e me coloquei a refletir sobre a educação das crianças... será que conteúdo está a contento? Será que há alguma doutrinação? Como será que o Beto, principalmente está assimilando tudo isso? São questões para reflexão.

- catolicismo e sua vertente tradicional: pelo pouco que voltei a estudar, é muito difícil ser católico... Mais do que ser protestante/evangélico! E cada dia me encanto mais com a Igreja de Cristo. E vem dúvidas e reflexões: quero educar meus filhos na fé. Como fazer? Por onde devo começar? Como melhorar minha vida de oração? E no dia-a-dia, onde devo colocar o que creio? Como agir, como interagir? Mas com fé em Deus, com a intercessão da Virgem Maria, um passo por vez! Primeiro minha conversão!

- organização: há dois anos, mais ou menos, tenho busca ferramentas de organização e arrumação, pensando em aproveitar melhor o meu tempo, ser mais produtiva. Tentar levar a vida de uma forma mais disciplinada. Dei vários passos, mas ainda não engatei de vez como eu espero levar a minha vida daqui para frente. Mas estou sempre tentando! E vou tentar todos os dias até conseguir.

- carreira profissional x maternidade/casa: é um dilema que muitas mulheres carregam; outras assumem a casa e a família e pronto; muitas com eu possuem dificuldades financeiras que nos refreiam largar o emprego. Ando refletindo muito sobre isso, pois antes da Nena, não me via sem trabalhar, mas nos últimos meses o quanto realmente estou me sentindo plena, sem ter tempo para estar verdadeiramente com meus filhos, tempo de cuidar do meu lar. Algumas vezes me bate muita angústia sobre este tema.

Estes assuntos me rondam e me movem a tomar algumas decisões, que ainda estão no plano das idéias, pois colocar em prática ainda é um passo a ser dado em outro momento, infelizmente não agora.

Uma das coisas que fiz o ano passado e valeu muito a pena, foi o trabalho de coach pessoal com a Dra. Fernanda Noda. Ela me ajudou muito a me organizar, a definir alguns pontos e principalmente, me tornei uma pessoa mais produtiva no trabalho, e em casa consigo levar o dia da melhor maneira possível, sendo produtiva também (quando quero, hehehe, porque em casa, não consigo manter a organização do trabalho...). O coach me mostrou que com pequenas atitudes é possível mudar alguns hábitos e aos poucos transformar o nosso dia-a-dia com novos hábitos, mais saudáveis e edificantes.

E aqui ficam despejados estas questões e dúvidas...

Aos poucos espero ir esclarecendo para mim, acima de tudo a vontade de Deus, e o que for possível de ser realizado na minha vida. Amém!




12 de jul. de 2015

Vamos compartilhar! - Evangelho do 15º Tempo Comum

Hoje na missa, o Evangelho foi sobre o envio dos apóstolos por Jesus, que eles iam de dois em dois, levando somente um cajado e um par de sandálias. O padre explicou que o cajado era o sinal de apoio, pois é utilizado para se apoiar, prolongando a caminhada. As sandálias, que na época de Jesus eram símbolo de liberdade - os escravos andavam descalços, somente os homens livres usavam sandálias.
Em meu coração, tenho que seguir Jesus é ser livre do materialismo, das amarras mundanas. E o apoio que precisamos é a oração, é falar com Deus.

O padre exemplificou o anúncio da Boa Nova com uma atitude que temos no cotidiano: quando gostamos de um loja ou de um restaurante, indicamos aos outros, devido ao produto de qualidade, ao bom atendimento, enfim, devido ao custo benefício.
Assim também podemos fazer com a palavra de Deus. Afinal, estar na igreja, praticar a religião é algo que nos faz bem, que nos traz felicidade, paz interior. Deus é bom e misericordioso! E às vezes, as pessoas só precisam de uma palavra amiga, de um "vou orar por vc" ou de um "vamos à missa domingo?". Falar de Deus para as pessoas, mas que elas nos chamem de carolas, beatos ou seja lá do que for.

Eu mesma, fiquei muitos anos afastada da igreja, pois fui ficando com vergonha de ir à missa em meio a passeios, vergonha de falar de Deus e principalmente por conhecer pouco sobre a minha fé.
Agora, retomando aos poucos, vou procurar estudar mais, não desistir de frequentar.

Como um bom padre me disse "essa é a hora da Graça, não deixe passar", e aos poucos vou me aproximando novamente.
E hoje é isso, queria compartilhar com vocês um pouco desse meu processo de retorno ao catolicismo. Sim, quero ser católica, com C maiúsculo!


28 de ago. de 2013

Diário da Auto-Estima #Dia 3

Na homilia da missa deste domingo, foram dadas três conselhos, sendo:
- não se engane e não engane: Deus sabe o que vai no íntimo do coração de todos nós, pois muitas vezes nossos atos e palavras nem sempre condizem com o que está no fundo do nosso coração
- a correção é necessária, e é dada por amor, para que permaneçamos no caminho do bem
- a porta é estreita e se quiser ser salvo, é necessário passar por ela. Mas nem todos que se dizem de Deus por ela passarão.

E uma historinha para ilustrar as passagens:

Um ferreiro, depois de uma juventude cheia de excessos, decidiu entregar sua alma a Deus. Durante muitos anos trabalhou com afinco, praticou a caridade, mas, apesar de toda a sua dedicação, nada parecia dar certo em sua vida. Muito pelo contrário: seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais.

Uma bela tarde, um amigo que o visitava - e que se compadecia de sua situação difícil - comentou:
- É realmente muito estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas, apesar de toda sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado.

O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida.
Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava.
- Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas. Você sabe como isso é feito?... Primeiro, eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que ela fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado, e aplico vários golpes, até que a peça adquira a forma desejada. Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o vapor, enquanto a peça estala por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho que repetir este processo até conseguir a espada perfeita. Uma vez apenas não é suficiente.

O ferreiro deu uma longa pausa, e continuou:
- Às vezes, o aço que chega às minhas mãos não consegue aguentar este tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro velho que você viu na entrada da minha ferraria.

Mais uma pausa, e o ferreiro concluíram:


- Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceitado as marteladas que a vida me dá e, às vezes, sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é: "Meu Deus, não desista até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser, mas jamais me jogue no monte de ferro velho"...


Retirada do blog: http://catequeseebiblia.blogspot.com.br/2013/08/homilia-do-21-domingo-do-tempo-comum.html


E para mim, tenho a alegria de voltar a frequentar a missa e poder fortalecer a minha fé!
Estava com muita vontade de ir, muita saudade de ir à igreja.
Por alguns motivos, deixei para lá, e por muitos anos somente frequentei na Páscoa e em algumas festas litúrgicas. Espero conseguir ir todos os domingos a partir de agora.

Cuidar do espírito faz muito bem ao corpo e ao coração, e espero sinceramente me religar, encontrar-me com Cristo novamente.

Há muito que abdiquei de minha espiritualidade e de minha religiosidade, e me senti uma barata tonta por aí...
Minha lição: sempre procurar a Deus, e com Ele se conectar, pois somente Ele pode nos sustentar.

Outra lição diz respeito à própria liturgia: muitas vezes, a gente acha que tá fazendo o bem, mas no fundo torcendo pro mal acontecer, que a vingança venha sobre aqueles que não nos querem bem... E isso não é cristão... Não que eu deseje o mal das pessoas, realmente não desejo, mas lá no íntimo você meio que torce para que os projetos das pessoas que te azucrinam não dêem certo. Bem lá no fundo, de maneira meio inconsciente.
Desde domingo que toda vez que tenho um desses pensamentos ruins, rezo uma Ave-Maria para me livrar deles, pois não gosto destes sentimentos e não desejo senti-los.
E rapidinho eles estão indo. Mas precisei de muitas Aves-Maria!!! Infelizmente, pessoas que não gostam de você cercam a sua volta. Mas torcer para que elas tenham o que merecem, nem sempre é o melhor. O melhor é rezar por elas, para que Deus as ilumine e por você mesmo, para que Deus te livre deste sentimentos.

O ser-humano é complicadinho, né? 

24 de fev. de 2009

Primeira leitura (Eclesiástico 2,1-13)
Salmos 36
Marcos 9,30-37

23 de fev. de 2009

Comentário ao Evangelho do VII Domingo do Tempo Comum

«Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. Reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram o estrado em que o paralítico estava deitado. Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: “Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando; ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus”. Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando em seu íntimo, e disse: “Por que pensais assim em vossos corações? O que é mais fácil: dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda?’ Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados, -disse ao paralítico-: “eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!”. O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim”. (Mc. 2,1-12)

O progresso da leitura do texto do nosso Evangelista, aos poucos nos introduz até o centro do mistério salvífico; revela-nos como e aonde Deus chega ao homem. Nas leituras anteriores vimos Jesus na Sinagoga, que liberta um homem incapaz de se encontrar com Deus. Em seguida Jesus foi para a casa de Pedro e ali devolveu à sogra de Pedro a sua alegria de poder servir. A revelação de Jesus como Deus-presente-no-mundo torna-se cada vez mais intensa; no domingo passado lemos a cura do leproso, ora, todos sabiam muito bem o que isto significava, principalmente os sacerdotes e rabinos estudiosos da Escritura, todos lembravam a expressão do rei Ioram quando a ele se apresentou o general Naamã que era leproso: «Acaso sou eu Deus, que tem o poder de curar a lepra?» (cfr. 2Rs. 4,7). Mas Jesus havia curado um leproso...! Não era difícil tirar as devidas conclusões.

Hoje estamos diante de um dos aspectos mais profundos da salvação que alcança o homem; de uma libertação mais profunda do que a expulsão de um demônio, mais do que a cura da lepra; nada disso é comparável àquilo que Jesus dará ao paralítico.

Vamos acompanhar a leitura.

Após um período em que Jesus havia-se retirado em lugares afastados, voltou, discretamente, para Cafarnaum; possivelmente se hospedou na casa de Pedro. O texto diz: «soube-se»; indicando assim um conhecimento vago, incerto, mas suficiente para aqueles que realmente estavam interessados. Eis um pequeno indício que recebemos do Evangelista: enquanto a Sinagoga, o mundo representado por ela, com a sua maneira de entender a santificação (um objetivo alcançado pelo homem que tem um bom comportamento, que segue as regras religiosas e civis) precisa afirmar com o seu poder a necessidade de ir ao Sábado para o culto, as pessoas que estão em busca de algo a mais não se contentam com isto, correm atrás daquilo que realmente os toca. As pessoas bem dispostas buscam sempre aquilo que sabem que as conduz para Deus, e sabem aonde encontrar aquilo que sacia a sua sede; independentemente das propostas que o sistema religioso às vezes possa impor. Obrigar as pessoas a agir de um modo ou outro em relação a Deus é assinar a própria insuficiência em relação à sua busca autêntica; é isto que fazia também a Sinagoga.

O texto continua cheio de um simbolismo muito bem compreendido pelos leitores da época, talvez um pouco menos pela nossa linguagem, mas procuraremos facilitar.

Temos imediatamente um jogo de palavras muito interessante: «Reuniram-se ali…». Esta expressão, na língua grega (sunhcqhsan), usa o mesmo verbo que deu origem à palavra “Sinagoga” (sun-ago, que significa reunir-se). A casa de Pedro, então, é a nova Sinagoga, o novo lugar onde Jesus se deixa encontrar por aqueles que realmente estão à procura da verdade, da relação pessoal autêntica e que sabem ir além dos preceitos e da auto-justificação. A casa de Pedro é a comunidade daqueles que não se contentam com aquilo que o sistema religioso lhes oferece, mas buscam um encontro com Jesus porque sabem de estarem precisando, pessoas que sabem e agem como necessitados.
A partira daqui Jesus pode agir realmente dando tudo o que o sistema não pode dar. Esta é a diferença de fundo entre o antigo e o novo encontro que Deus está propondo através e em Jesus. Agora imaginemos a cena: pessoas apinhadas diante da porta da casa de Pedro a poucas centenas de metros da grande Sinagoga de Cafarnaum, de onde um grupo de peritos em Escritura estava observando, numa posição de crítica implícita, escondida, procurando o momento certo para atingir e desacreditar diante das pessoas a nova proposta de Jesus. O momento propício não tardou a aparecer. A, a multidão é uma barreira para chegar a Jesus, porta não é suficiente, a situação é desajeitada, pois se é difícil para uma pessoa chegar perto da porta como fazer com um paralítico deitado num estrado? A criatividade nunca falta quando queremos realmente alguma coisa, foi assim que os quatro inventaram de abrir o telhado; diríamos: “se não dá pela terra, entra-se pelo céu”, o importante é a vontade e determinação de ver Jesus, mesmo que aparentemente tudo possa levar a desistir, mesmo que o caminho mais fácil seja aquilo de dizer: “não dá!” –o que seria verdadeiro e plenamente justificado. Eis então mais um pequeno ensinamento que nos dá o Evangelista: se é verdade que nem sempre é fácil se encontrar com Jesus, a determinação movida pelo amor, a firmeza em não procurar o caminho mais fácil (que é sempre aquilo da desistência), a capacidade de “inventar” situações novas, etc... tudo isto é “visto por Jesus como um ato de verdadeira fé”: «Quando viu a fé daqueles homens…». Eis que se nos revela a essência da fé: não é ritualismo, não é auto-suficiência, não é auto-justificação, mas é um “sentir-se necessitados” de Deus a ponto de fazer qualquer coisa para chegar o mais possível perto do Senhor, onde Ele está e onde Ele se faz encontrar.

Cabe, creio, uma outra pequena observação: o paralítico, embora seja o sujeito beneficiado, na verdade não é o centro da narração. Sequer sabemos se ele acreditasse que poderia ser curado, com certeza não estava em paz com Deus, nem sabemos se ele quisesse ir ao encontro de Jesus.
Sabemos somente que “outros” o carregaram até o Senhor. Como não ver nisto a força da comunidade de fé que carrega aquele indivíduo que está paralisado em seu sofrimento e que já não tem mais no que acreditar? Como não ver a grande missão de recíproca responsabilidade que temos uns para com os outros, em espécie os mais fracos? Os quatro fizeram o que é justo: sabiam de não poder pretender, então carregaram. Quantas vezes fazemos o contrário? Quantas vezes ao ver uma pessoa que está numa situação negativa, que nem se concede mais o esforço para acreditar que haja uma saída, pretendemos, exigimos, forçamos para que ela saia daquele estado... mas não nos preocupamos de “carregar” ela, mesmo que aparente ser um “peso morto”?
Quantas coisas poderiam mudar se por alguns momentos tivéssemos presente as palavras de São Paulo: «Suportai-vos uns aos outros» - ou seja: sejais de suporte recíproco- (Col. 3,13)!

A fé daqueles homens alcançou resultados maiores daquilo que eles esperariam: o encontro com Jesus se transformou para o paralítico em libertação do maior dos males, que é a incapacidade de se abrir a Deus. Jesus se tornou, assim, o trâmite pelo qual o paralítico pôde reencontrar o seu Deus do qual não esperava mais nada. Tudo isto, todo este profundo milagre é expresso por um comando de Jesus, o mesmo vocábulo que os Evangelistas usam para indicar a Ressurreição, a decisão do “Filho Pródigo”, do cego: «Levanta-te», como para dizer: “agora ande com teus pés, saia desta situação maligna de trevas que estão ainda em ti porque Deus já perdoou teus pecados antes mesmo que lhe pedisses”.

Um milagre que, se não foi possível pela fé de um homem, se tornou possível pela fé de alguns. Este é um grande mistério da nossa comunidade de fé!

Levanta-te (Desperta! ) usato anche nella ressurreição

Ele veio dar aqueles dons que a Lei não consegue dar
Nenhuma lei consegue ensinar a amar.
O pecado paraliza o homem; ouvir a palavra é já o primeiro passo contra o pecado: Jesus leva a cumprimento aquilo que já aconteceu no coração do homem, mesmo que não tenha sido ele pessoalmente mas sim os quatro.
Somente Deus pode perdoar o pecado, como somente Deus pode curar da lepra (Naamã 2Rs. 5,7).

A misericordia e o perdão devolvem acima de tudo a dignidade e, por consequencia o resto: o homem pode começar a sua caminhada, carregando consigo o símbolo do evento que o libertou.

Sun ago: sinagoga, não mais aquela de Cafarnaum, mas a casa de Pedro ? Igreja ? não tem lugar diqnte da porta, então é preciso descer do céu.

Que Deus te abençoe!

Pe.Carlo Battistoni, FFCIM
fonte: http://www.regiaose.org.br/